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Projeto do Museu Goeldi vai atuar para entender a flora da Área de Proteção Ambiental (APA) Algodoal-Maiandeua, em Maracanã, região litorânea do Pará

A Associação Pró-Ilha de Algodoal-Maiandeua Suatá assinou no dia 8 de dezembro último, um Termo de Anuência, dispondo-se a colaborar com a divulgação local das atividades de capacitação que constam no Projeto " PESQUISA CIENTÍFICA E CAPACITAÇÃO LOCAL COMO INDICADORES SUSTENTÁVEIS PARA RESTAURAÇÃO AMBIENTAL DA FLORA DA APA DE ALGODOAL-MAIANDEUA, Coordenado pelo pesquisador Mário Augusto Gonçalves Jardim lotado na Coordenação de Botânica do Museu Paraense Emilio Goeldi, que se refere a um Curso de Difusão e Capacitação sobre Técnicas Básicas para produção de mudas de espécies  de plantas naturais da ilha de algodoal, para 30 moradores locais da ilha de algodoal, com (7) dias de duração e atividades teoricas e práticas, com data prevista para setembro ou novembro de 2011.

Será realizada uma palestra para orientar os moradores locais sobre:

a) O Projeto e seus benefícios para a APA

b) Sobre a diversidade florística e suas relações com o homem e o meio ambiente.

No final do primeiro ano do projeto será realizado um curso teórico-prático que envolverá a equipe do projeto e com duração máxima de 7 dias para cerca de 30 moradores locais no qual serão demonstradas técnicas básicas para produção de mudas em viveiros. Serão selecionadas pelo menos  30 espécies com número reduzido de indivíduos e em seguida serão coletadas as sementes/frutos e estacas.

As sementes e estacas serão cultivadas em viveiros locais ( espaço gentilmente oferecido pela pousada Marhesias).

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Agência Museu Goeldi Investigar a estrutura da flora e indicar padrões eficientes de regeneração natural da vegetação é um dos objetivos de projeto do Museu Goeldi aprovado esta semana pelo CNPq com recursos da ordem de R$ 70 mil.Coordenada pelo ecólogo Mário Jardim, da Coordenação de Botânica do MPEG, a iniciativa vai integrar pesquisa e população local ao capacitar moradores da Área de Proteção Ambiental Algodoal-Maiandeua, no município de Maracanã, no nordeste paraense.

O projeto se justifica pela familiaridade da pesquisa botânica do Goeldi na área: “Desde os anos 80, a APA Algodoal-Maiandeua é um dos ambientes litorâneos do estado do Pará mais estudado por pesquisadores da Coordenação de Botânica do Museu Paraense Emilio Goeldi no que se refere a florística e taxonomia”, explica Mário Jardim.

Estudos mais recentes que datam do período de 2000 a 2009, revelam, porém, uma situação extrema de diminuição de algumas populações vegetais. Explica-se o fenômeno com a alegação dos impactos ocasionados pelo turismo descontrolado, pela falta de conscientização da população local em relação ao valor conservacionista e do potencial de uso de inúmeras espécies. Além disso, segundo o pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi, Mário Jardim, um outro fator requer atenção da pesquisa: a necessidade de indicativos ecológicos para as políticas públicas que mostrem evidências para a sobrevivência e/ou mortalidade das espécies.

A pesquisa se propõe a realizar intensivos estudos florísticos associados a estudos sobre o padrão de regeneração natural das espécies e sobre a dinâmica de germinação das espécies em estágios mais críticos como o da diminuição das populações vegetais.

Numa etapa final, serão oferecidos aos moradores locais, dois treinamentos sobre conservação e recomposição de espécies como parte do processo de difusão científica.  Os trabalhos se estenderão até 2012.

Texto: Jimena Felipe Beltrão

Pesquisa Científica e Capacitação Local como Indicadores Sustentáveis para Restauração Ambiental da Flora da APA de Algodoal-Maiandeua, Maracanã, Pará

1ª Excursão de Campo

Resumo – No período de 22 a 25 de agosto de 2011 foi realizada a primeira excursão de campo com o objetivo de coletar dados científicos sobre a flora APA e suas relações com o meio ambiente. A equipe de trabalho foi formada pelo Pesquisador Dr. Mário Augusto G.Jardim (MPEG),  pelos orientandos de mestrado Rommel Diniz (Mestrado em Ciências Ambientais/UFPA/MPEG/EMBRAPA) e Adriano C. Quaresma (Mestrado em Botânica/UFRA/MPEG) e por Luiz Carlos Lobato (Parataxonomista-MPEG). Foram delimitadas quatro parcelas de 50 x 50 m sendo duas nas matas de restinga da Princesa e duas nas matas da Camboinha. Nestas áreas foi realizado a identificação e mensuração das espécies arbóreas com DAP≥ 10 cm e identificadas todas as plantas epífitas associadas as árvores. Estes estudos correspondem a Dissertação de Mestrado dos discentes acima referidos cujos títulos são apresentados a seguir: Heterogeneidade ambiental em florestas da APA-Algodoal-Maiandeua (de autoria de Rommel Diniz) e Florística e ecologia de epífitas vasculares em florestas de restinga no litoral amazônico (autoria de Adriano C.Quaresma). Os resultados preliminares mostraram por parcela: P1 (9 famílias, 12 espécies e 64 indivíduos); P2  (14 famílias, 22 espécies e 90 indivíduos); P3 (16 famílias, 24 espécies e 138 indivíduos) e P4 (13 familias, 22 espécies e 89 indívíduos). Quanto as espécie de epífitas foram encontradas: Aráceas, Bromélias, Orquídeas entre outras. São apresentadas abaixo algumas ilustrações de espécies arbóreas e não arbóreas registradas nas áreas com significativa importância ambiental para preservação da APA. Fotos (Mário Jardim, 2011).